segunda-feira, 25 de abril de 2011

TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO

AULA DO DIA 25/04/2011
A Teoria Comportamental (comportamentalista/Behaviorista) da Administração veio significar uma nova direção e um novo enfoque dentro da Teoria Administrativa: a abordagem das ciências do comportamento e o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias. Podemos citar suas origens como sendo:
a - A oposição ferrenha e definitiva da Teoria das Relações humanas em relação à Teoria Clássica que caminhou lentamente para um segundo estágio, o behaviorismo.
A Teoria Comportamental passou a representar a primeira tentativa de síntese da teoria da organização formal com enfoque voltado para as relações humanas.
b - Uma síntese à teoria da organização formal, posição esta anteriormente iniciada pela Teoria das Relações Humanas. O behaviorismo critica severamente a Teoria Clássica, os Princípios Gerais de Administração, o conceito de autoridade e o conceito de organização formal que foram totalmente reformulados pela Teoria Comportamental.
c -  Um desdobramento da Teoria das Relações Humanas, com a qual se mostra, também, eminentemente crítica. Se bem que compartilha com alguns dos seus conceitos fundamentais, utilizando-os apenas como ponto de partida e reformulando-os severamente. O behaviorismo rejeita as concepções ingênuas e românticas da Teoria das Relações Humanas, aliás , a Teoria Comportamental, inspirada em Lewin, desenvolveu uma abordagem analítica e experimental que já se esboçara a partir das pesquisas dos autores da escola das Relações Humanas.
Assim, vemos na Teoria comportamental uma reformulação total de conceitos: ao criticar as teorias anteriores, o behaviorismo não somente reescalona as abordagens, como também amplia o seu conteúdo e diversifica a sua natureza.
TEORIA CLÁSSICA -  Proposta por Taylor (escola da administração científica) por Fayol (escola anatomista ou fisiologista) separadamente, deu ênfase a tecnologia e a racionalização dos métodos de trabalho. A organização científica  do trabalho trouxe uma abordagem rígida e mecanicista, que considerava o homem  sob um ponto de vista anotomístico  e simples (o homem econômico), como um apêndice de máquina . A eficiência foi o objetivo básico perseguido por esta teoria que mais tarde mostrou-se incompleta e parcialista.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS - Proposta, inicialmente pelo cientista social da Universidade de Harvard Elton Mayo, foi uma reação oposicionista ao tradicionalismo da Teoria Clássica, deu ênfase ao homem (homem social) e ao clima psicológico do trabalho. Ao superestimar os aspectos informais e emocionais da organização, dentro de uma visão romântica e ingênua da realidade econômica do momento, está teoria também mostrou-se incompleta e parcialista, reforçando apenas aqueles aspectos organizacionais omitidos ou registrados pela Teoria Clássica.
TEORIA DA BUROCRACIA - Pretendeu, a seguir, dar as bases de um modelo ideal e racional de organização que pudesse ser copiado e aplicado às empresas, qualquer que fosse o seu ramo de atividade. Apesar de representar um passo à frente da organização formal proposta pela teoria clássica, a organização burocrática, idealista e teórica, mostrou-se carente da flexibilidade às inovações necessárias e imprescindíveis a uma sociedade moderna em processo de contínua e acelerada mudança.
TEORIA ESTRUTURALISTA - Veio representar, logo depois, um desdobramento da teoria burocrática e uma visão mais critica da organização. Os estruturalistas concebem a sociedade moderna como uma sociedade de organizações. Não obstante, a Teoria estruturalista aponta mais problemas e aspectos críticos  das organizações do que propriamente as soluções. É muito mais uma teoria descritiva e crítica do que propositiva. Não chega  a apresentar uma teoria de organização, apenas critica  as teorias já existentes e oferece um método de análise e comparação das organizações.

VARIÁVEIS COMPORTAMENTAIS

Motivação liderança e dinâmica de grupo, constituem os três conceitos mais importantes relacionados com o comportamento, para se alcançar a eficiência e a eficácia das pessoas.
1 – MOTIVAÇÃO - Conceituando, podemos dizer que motivar é dar motivos suficientes para que alguém realize uma ação nas condições desejadas. Segundo Paul Hersey, em seu livro Psicologia para administração de empresas, "MOTIVOS" são os "porquês" do comportamento. Eles excitam, mantêm a atividade e determinam a direção geral do comportamento humano de indivíduos. Os motivos sempre são dirigidos para os objetivos e estes podem ser conscientes ou inconscientes.
1.1 - Teorias motivacionais:
.- A hierarquia das necessidades segundo Maslow:
Abraham H. Maslow apresenta uma teoria da motivação, segundo a qual as necessidades humanas estão  organizadas em hierarquia de valores ou de premência, ou seja, em uma pirâmide; a manifestação de uma necessidade surge após a satisfação previa de outra. A necessidade mais importante ou mais premente monopoliza a consciência do indivíduo e tende automaticamente a organizar a mobilização das diversas faculdades  do organismo. Assim, as necessidades menos prementes ou menos importantes tendem a ficar reduzidas ao mínimo ou simplesmente negadas. apenas quando satisfeita a necessidade mais premente ou mais importante surge a seguinte em premência e importância e passa a dominar a vida consciente e a centralizar a organização do comportamento.
A Teoria da Motivação de Maslow estabelece uma hierarquia ou pirâmide  de necessidades, na qual existem cinco séries de objetivos denominados necessidades fundamentais, a saber:

1.1.1 - Necessidades fisiológicas: constituem o ponto de partida para o estudo da motivação. Entre elas podemos estabelecer a fome, o cansaço , o sono, o desejo sexual, a doença etc... São as mais prementes de todas as necessidades e podem servir de canais para todas as outras necessidades humanas. Quando todas estas necessidades são satisfeitas o comportamento encontra o alivio e começa a estabelecer novas necessidades.
1.1.2 -Necessidades de Segurança, uma vez satisfeitas as necessidades fisiológicas, surgem as de segurança. A procura de segurança pessoal, o desejo de estabilidade, a fuga ao perigo, faz com que as pessoas se preocupem com um mundo previsível e bem ordenado.
1.1.3 - Necessidades de Associação: Satisfeitas as necessidades fisiológicas e as de segurança, surgem as necessidades de associação, amor, afeição e de participação.  ( A falta de amigos, parentes, de relação de amizades, de um lugar no grupo ocorrem de forma mais forte do que a sensação de fome ou perigo. E nossa sociedade a frustração das necessidades de amor e afeição conduzem à falta de  adaptação social).
1.1.4 - Necessidades de Estima: São as necessidades, relacionadas com a auto-avaliação estável, firme e geralmente alta bem como as de auto-estima e de respeito por outras pessoas ( "A auto-estima firme é aquela baseada na capacidade real, nas realizações ou ainda no respeito de terceiros, dentre as realizações de estima estão  o desejo de força, realização, adequação, confiança perante o mundo, independência e liberdade"). A satisfação da necessidade de estima conduz aos sentimentos de autoconfiança, valor, forca, prestigio, poder capacidade e utilidade. e sua frustração pode conduzir a sentimentos de inferioridade.
1.1.5 - Necessidade de Auto-realização - Relaciona-se com o desejo de cumprir a tendência de realizar o potencial, que é expresso através do desejo que as pessoas têm de tornar-se sempre mais do que é, e de vir a ser tudo que pode ser.

 ABORDAGEM DE HERZBERG
Frederick Herzberg salienta que, tradicionalmente, no estudo da motivação dos empregados, apenas o ambiente em que o empregado trabalha e as circunstâncias que o envolvem é que têm sido destacados, ou seja, se sobressaem apenas as condições que o rodeiam e aquilo que ele recebe externamente em troca do seu trabalho, Herzberg salienta que essa preocupação limitada e restringida ao meio-ambiente não é suficiente, o estudo da motivação envolve também a motivação do próprio trabalho que o empregado realiza e as tarefas que executa...

 Diz ainda o autor "O trabalho era, antigamente, tido como uma atividade desagradável, porem imprescindível" daí o fato de a Administração incentivar as pessoas a trabalharem por meio de prêmios, punições ou coações  ou ainda por meio de ambos.

Para Herzberg, tanto o ambiente externo quanto o trabalho em si são fatores importantes na motivação humana, dessa maneira define ambos os fatorescomo sendo, fatores higiênicos e fatores motivacional
a) - Fatores Higiênicos: Correspondem à perspectiva ambiental e se referem às condições que rodeiam o empregado enquanto ele trabalha e englobam as condições físicas de trabalho, os salários, os benefícios sociais, as políticas de supervisão, o clima de relações entre a direção e os empregados, o regulamento interno etc... Os fatores de higiene significam aqueles fatores utilizados tradicionalmente para conseguirem motivação e são limitados em sua capacidade de influenciar o comportamento dos empregados. Herzberg constatou que, em sua maioria, as pessoas  não se deixam influenciar pelo salário, a não ser quando o consideram inadequado.
b) - Fatores Motivacionais: São fatores intrínsecos ao indivíduo, pois estão relacionados com o conteúdo do cargo ou com a natureza das tarefas que o indivíduo executa.. Os fatores motivacionais estão sob o controle do indivíduo e englobam os sentimentos de auto realização, de crescimento individual e de reconhecimento profissional. O efeito dos fatores motivacionais sobre o comportamento é muito mais profundo e estável. Quando são ótimos provocam satisfação, e quando são precários evitam apenas a insatisfação, e são chamados fatores satisfacionais.

 LIDERANÇA
Conceito: É a influencia interpessoal exercida numa situação e dirigida através do processo da comunicação humana à consecução de um ou de diversos objetivos específicos. É um fenômeno social que ocorre exclusivamente em grupos sociais e deve ser considerada em função dos relacionamentos que existem entre pessoas em uma determinada estrutura social e não pelo exame de uma série de traços individuais.
Para fazer uma empresa ou um departamento produzir resultados o administrador deve desempenhar muitas funções ativadoras. Entre elas se sobressaem a liderança  e o uso adequado de incentivos para a obtenção da motivação, ambas requerem uma compreensão básica das necessidades humanas e dos meios através dos quais essas necessidades podem ser satisfeitas ou canalizadas. NOTA:  Pesquisem sobre os estilos de administração. Teoria 'x', Teoria 'y' e Teoria 'z'.
Agora faça uma resenha dessa Teoria... em, no máximo uma pagina. Lembre-se  que o texto é apenas a fonte para fundamentar seu trabalho, pois o ponto de vista é o seu.....
Prof. MSc. José Pinheiro Pedroza.

BIBLIOGRAFIA;
O homem  e a Sociedade - CARDOSO, Fernando Henrique
Organizações em Mudanças - BENIS, Warren G.
Organizações Complexas - Etizioni Amitai
TGA - Uma Introdução - MOTTA, C.P. Fernando
MOTTA, Fernando C. P. Teoria Geral de Administração, Pioneira.
FAYOL, Henry - Administração Geral e Industrial - atlas.
CHIAVENATO, Idalberto - Teoria Geral de Administração - McGrow Hill
CARAVANTES, Geraldo R. - Teoria Geral de Administração . Pensando & Fazendo. Ed. AGE

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